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sábado, março 26, 2016

Morar sozinha: desafio aceito!


Desde que eu voltei de Londres, muitas coisas mudaram na minha vida. Algumas mudanças não foram muito positivas, mas graças a Deus, a maior parte delas foram positivas e tem tudo dado certo.

Imagine você sair de casa para passar um tempo fora e, ao retornar, descobre que não tem mais seu quarto, seu lar?

Essa dramatização toda é apenas para ilustrar um pouco uma dessas mudanças, que foi ter que morar sozinha.

Eu sempre tive vontade de morar sozinha, ter meu canto. Quem nunca? Mas a gente nunca espera ser forçada a fazer isso. Como eu disse, eu tinha acabado de retornar de viagem, sem grana, sem emprego e ter que morar sozinha foi um desafio bem grande.

Mas Deus é bom e nunca me abandonou: consegui um ótimo emprego rapidamente e em seguida, fui acolhida por uma ótima amiga que conheço desde a adolescência.

Apesar do pouco tempo, chegou a hora de eu morar 100% sozinha e eu estou muito empolgada (e apreensiva) para isso! Principalmente por questões de $$$.

Para me ajudar, tenho lido muitos blogs, sites, assistido muitos videos no youtube e coletando referências no Pinterest (meu novo amor). O tempo e a disponibilidade para escrever ficarão ainda mais curtos.

Bom, no momento, ainda estou morando no ap da minha amiga e procurando um canto pra mim. Nada grande. O ideal seria uma kitnet mas algumas kits estão saindo pelo preço de uma casa com vários cômodos! Assim que encontrar uma nova casa, venho mostrar o meu progresso.


sexta-feira, fevereiro 12, 2016

2016 tá chato... e vai ficar mais ainda!



Este ano começou arrasando! E a galera do "mimimi" tá passando mal...

Em um mês e meio, já teve Oscar racista e alegação de racismo contra dos brancos (WTF)

Teve pai adotivo de criança negra que fantasiou o filho de macaquinho (ou como o "melhor amigo do Aladin", na inocência dele).

Teve pseudo artista  socialite chamando o cabelo afro de cantora negra de "Bombril".

Teve Diva/Deusa enfiando umas verdades goela abaixo de uma sociedade racista/machista em rede nacional E no evento mais importante da TV.

E, como sempre, teve os reclamões dizendo que o ano tá chato, que a galera tá com muito mimimi, que racismo está nos olhos de quem vê, que as feminazi estão enchendo o saco...

Para os reclamões, sinto informar que, infelizmente para vocês, a tendência é piorar.

Sabe por que? Porque as "minorias" estão percebendo que são na verdade a maioria e cansaram de tanta opressão, de ficar em segundo plano, de ter direitos desrespeitados.

Essas pessoas vão te tirar da zona de conforto, vão te mostrar que o sistema branco, hetero, religioso, machista e acolhedor que vocês sempre viveram está na corda bamba.

Você está com medo que os papéis se invertam e que você fique no lugar do oprimido? Acredite, é ruim mesmo assumir esse papel.

Minha sugestão é: crie empatia, se informe, questione seus privilégios, desconstrua.

Pode ficar tranquilo pois a partir do momento que você compreende e admite que o racismo existe, isso não quer dizer que você se tornará negro. Assim como você se tornar feminista (e não feminazi, termo mais ridículo) ou apoiar as causas LGBT não te fará menos homem ou menos hétero. Isso apenas te tornará um ser humano melhor ( e mais inteligente!).

Meu desejo para 2016 é que ele continue chatinho assim. Que incomode mais porque tá pouco!

E assistir um pouco mais minha diva/deusa nunca é demais!


terça-feira, julho 30, 2013

BC or not BC?

Em maio fez um ano que estou completamente livre de relaxamentos químicos no cabelo! Um ano!!!! E em agosto fará um ano do meu BC! O tempo passou e eu nem vi! Lembro que o medo e a ansiedade eram grandes, achava que o meu cabelo não iria crescer, ou iria demorar muito, que eu não iria aguentar e voltar a usar química...

Mas a cada dia eu fui me acostumando com o meu novo cabelo, o que sempre esteve comigo e eu nunca quis assumir, tipo uma mãe que renega o próprio filho. A cada dia fui gostando mais dele, ficando feliz quando ele respondia bem a um tratamento, preocupada quando ele ficava esquisito, orgulhosa quando elogiavam o joãozinho... tipo uma mãe mesmo! E o meu joãozinho agora está adolescente.

Sei que ainda peco demais em relação a cuidados: não consigo seguir cronogramas capilares, não abandonei as lavagens diárias pois ainda não consigo ter um day after satisfatório, abuso no uso de afro puff e isso tem contribuído demais com a quebra dos fios da frente da cabeça. Sem contar a falta de criatividade em adotar diferentes penteados ou utilização de acessórios no cabelo, etc, etc e etc...

Mas, como a postagem é sobre o tão temido big chop, fica aí o meu testemunho para quem ainda tem dúvidas: avalie se é isso mesmo que você quer e aja da melhor maneira possível. 

Se você realmente quer assumir o seu cabelo natural e acha que consegue passar pela transição, faça! Se for como eu, que não tem paciência e acha que voltará atrás (assim como eu voltei outras vezes), quer ver resultados imediatos, quer começar do zero, faça!

Minha irmã ficou um ano na transição. Enquanto isso, ela ficou dependente de coques e ia cortando aos poucos. Até que eu a incentivei a fazer o BC e ela deixou que eu cortasse a parte com química do seu cabelo. Nos primeiros dias, ela se estranhou, achou o cabelo muito curto, ficou um pouco arrependida. Com isso, eu fiquei triste também, pois fui eu quem a incentivou e quem cortou o seu cabelo, achei que não deveria ter me metido tanto nessa decisão.

Passado alguns dias, ela me contou que foi a melhor coisa que ela tinha feito: o cabelo estava quebrando menos, estava respondendo melhor aos tratamentos, estava se sentindo mais bonita e estilosa.

O que eu posso dizer sobre a minha experiência é que cabelo é acessório e ele cresce! Não podemos pensar na opinião dos outros pois ninguém sabe o quanto a gente sofre ou está satisfeita com os nossos cabelos. Quando cortei, não me importei com opiniões alheias. Eu me senti tão livre e fiquei tão orgulhosa de mim mesma ao tomar essa atitude! Hoje está mais comum ver carecas na rua, mas na época em que cortei não via nenhuma e isso fazia eu me sentir "a estranha" do pedaço, apesar de receber mais elogios naquela época do que atualmente.

O post ficou enorme! Mas esse blábláblá todo foi só para contar a minha experiência sobre o BC e quem sabe ajudar a outras meninas que estejam em dúvidas quanto a fazê-lo. Meu cabelo cresceu e agora a jornada é outra.


quinta-feira, outubro 25, 2012

Nova inspiração: Chrisette Michelle

Até hoje, eu nunca tinha ouvido falar na Chrisette Michelle, o que é uma pena. A voz dela é poderosa! Acabei conhecendo através do cabelo, lógico. Mais um TWA para me inspirar =D

O legal é que faz alguns dias que comecei a me jogar no batom vermelho. Nós podemos sim! E ela é prova de que fica lindíssimo na gente. Por isso me identifiquei muito com ela.



 




Atualmente o seu TWA está assim:



Linda, né? Amei!

terça-feira, outubro 09, 2012

I'm a diva?

Hoje, passeando pelo blog Coisas de Criola, vi um post muito legal sobre a Solange Knowles. Desde que eu resolvi assumir meu crespim eu tenho lido bastante a respeito, pesquisado imagens de mulheres negras (e lindíssimas) assumindo seus crespos... e nessa busca eu encontrei a Solange.

Pra quem não sabe, a Solange é irmã de nada mais, nada menos que da Beyoncé. Ela tem uma carreira artística meio "apagada" (canta, fez até um filme em que a Rihanna participa, mas nada de destaque, que eu saiba). Mas também, não deve ser fácil ser irmã da Beyoncé. A mulher é poderosíssima, uma diva!

Eu AMO a Beyoncé. Ela é linda, gostosa, canta pra caramba, carismática, ótima atriz... não tem como vê-la e não ficar hipnotizado pelo seu jeito de dançar, suas caras e boas e vozeirão. Se deixar, eu crio um post só pra ela, porque gosto mesmo desde a época da Destiny's Child. 

Acredito que a maioria das meninas negras se inspiram nela. E eu me incluo nessa. Dizia que até os 30 anos viraria uma Beyoncé: já tentei engordar pra ficar com corpão (sou um cabo de vassoura hahaha), deixei o cabelo crescer (ele nunca passou do ombro...) e já até pintei de loiro e fiz luzes! É claro, nada adiantou né.

Mas quando eu conheci a Solange, percebi que ela era uma figura mais real a se inspirar. Imagina, pra alguém que trabalha com a imagem raspar o cabelo? Ela fez. No começo, acho que ela se arrependeu um pouco, pois usou peruca (de cabelo liso), tranças... mas depois ela assumiu o TWA e hoje o cabelo dela está lindo! Assim se tornou um símbolo para mim! 





Continuo gostando da Beyoncé e das músicas dela. Mas ela não representa mais uma figura a se inspirar. Infelizmente, ela está embranquecendo! Agora a minha nova diva é a Solange. 

sábado, setembro 15, 2012

Um mês crespa


Nem parece que já se passou um mês que fiz o meu big chop e assumi o meus crespos! Como o tempo voa! E eu estou a cada dia mais gostando do meu cabelo natural! Meu maior passatempo é ficar mexendo nos cachinhos... que delícia =D

Confesso que o início foi meio complicado pra mim, por motivos que já expliquei nas postagens anteriores. Não foi fácil me olhar todos os dias no espelho e ver que meu nariz de batata ficara maior, minha testa enorme, meu pescoço comprido... sem contar que eu lembrei que tinha orelhas! Hahaha! Parece bobeira, mas o cabelo disfarça tudo isso. E o TWA foi um grande desafio nas primeiras semanas.

Apesar de parecer que não, um TWA dá muuuuuito trabalho no começo. Demorava mais tempo para tomar banho, pois passei a hidratar o cabelo em todas as lavagens, respeitando o tempo de pausa. Daí levava mais um tempo para estilizá-lo, seguindo a fórmula óleo + creme de pentear + gel. Meu cabelo tem um aspecto opaco, não brilha, e foi difícil aceitar que o gel não deixasse ele com o efeito molhado. Aliás, o gel sumia!

Outras dificuldades surgiram, como a roupa que usaria, acessórios, maquiagem... Acessórios e maquiagem eu tenho, mas o meu jeito de vestir é muito molecona. Adoro um tênis e uma camiseta! Então tive que começar a usar as minhas sapatilhas (tenho várias, mas pouco uso porque gosto de praticidade) e a achar blusinhas mais femininas no meu guarda-roupa. 

Enfim, hoje em dia não tenho me preocupado muito com esses detalhes. Acho até que estou mais desleixada em relação aos cuidados com o cabelo, pois ele está bem frizado e quebrando bastante. Parei de me preocupar tanto em relação ao vestuário, só tento usar ao máximo blusas mais cavadas, que mostrem mais o colo e coloridas (outro desafio: abrir mão do meu pretinho básico). Comprei mais brincos grandes e furtei os colares da minha irmã.

Antigamente eu me maquiava mais, gastava horrores com isso. Hoje, para o dia-a-dia, tenho preferido fazer um make leve, usando apenas base, rímel, lápis, batom e delineador para fazer um charminho. Quando estou inspirada, uso uma sombra colorida (tons rosa, verde, roxo) mas tenho preferido os tons dourados. Às vezes, saio sem make (só quando saio atrasada rsrsrs).

E continuo vendo vídeos e visitando sites para me inspirar. No facebook, gosto da página Meninas Black Power (https://www.facebook.com/meninasblackpower) que tem dicas, depoimentos e um álbum só com raspados/curtos!

Ainda tenho planos de fazer vídeos, colocar fotos... quem sabe na próxima postagem eu conto a história do meu cabelo!

Beijos!

quinta-feira, agosto 16, 2012

Motivações

Solange Knowles

Quando comecei a relaxar os cabelos (lá pelos 14,15 anos de idade), eu usava muita chapinha. Aprendi a técnica sozinha e até que conseguia dar um bom efeito no cabelo. Porém, com o tempo, o meu cabelo foi ficando muito fraco e quebradiço. Chegou uma época que eu tive que cortá-lo bem curtinho e a partir de então resolvi usar chapinha apenas para ocasiões especiais (mas é claro que, graças ao incentivo das pessoas, acabei pranchando os cabelos mais vezes do que gostaria).

Passei a usar o cabelo sem prancha e dessa maneira eu tentava cacheá-lo usando ativadores de cacho, apertando com pano, etc, para dar o enfeito encaracolado aos fios. Hora ficava bom, hora ficava esquisito, não dava pra saber afinal qual era a do meu cabelo: liso ou cacheado?

A primeira vez que resolvi ficar sem usar química foi pensando em mudar de guanidina para amônia, pois assim eu poderia fazer permanente e os cachos ficariam mais definidos. Mas é muito difícil ficar tanto tempo sem relaxar o cabelo. Ele começa a ficar feio, fraco, quebradiço, e super difícil de pentear. Costumo comparar a fase de transição como a fase em que os drogados se tratam para se livrar do vício. Eu não resisti e taquei alisante nele! E isso aconteceu diversas vezes, acredito que por 3 vezes desde 2009, quando resolvi mudar a química que usava.

Até então eu nem cogitava a possibilidade de usar meu cabelo natural. A primeira vez que vi que isso era possível e que haviam pessoas fazendo isso foi através do blog da Fernanda, mas especificamente a postagem sobre a transição do cabelo dela. Cara, confesso que fiquei louca! Queria que o meu cabelo ficasse igual ao dela, loiro, cacheadinho e lindo daquele jeito!

Depois disso, já parei e voltei a usar química várias vezes. Mas este ano foi decisivo, quer dizer, tive uma recaída, tive vários looks em apenas 8 meses e pra acabar com a palhaçada passei a tesoura no que me atrapalhava (em vários sentidos da palavra).

Esse vídeo feito pela cineasta Zina Saro-Wiwa foi decisivo para que eu resolvesse fazer o big chop.

Daí, com os cabelos curtinhos, desesperada sem saber o que fazer com eles, joguei alguns termos em inglês no querido google, que me remeteu ao termo TWA (teeny weeny afro). E assim, fui levada ao cabal da Bambiix2. Ela postou vários vídeos desde a época em que ela decidiu fazer o BC até agora, com o cabelo imenso. Nesse momento ela está sendo uma grande inspiração pra mim. Ela criou três vídeos com dicas de como se manter feminina depois do BC, o que me ajudou muito a não cair em depressão pós corte hahahaha!




Ver fotos nos tumblrs http://fuckyeahprettytwas.tumblr.com e http://twasftw.tumblr.com/ também me ajudam a me manter motivada e a não derrubar a auto estima.

Bom, com o tempo vou postando mais "descobertas" e registrando minha saga rumo ao black perfeito.